Colecção O
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Hansel e Gretel

Tina Meroto & Iratxe López de Munáin

ISBN 978-84-9871-489-0

16,00

Esgotado

INFORMACIÓN
  • Contiene Libro CD
  • Páginas 40 págs.
  • Encuadernación cartonado
  • Medidas 25x23 cm
  • Publicación fevereiro 2014

Era uma vez um casal de camponeses muito pobres

que tinha dois filhos:

um menino, que se chamava Hansel,

e uma menina, que se chamava Gretel.


Descrição

Era uma vez um casal de camponeses muito pobres

que tinha dois filhos:

um menino, que se chamava Hansel,

e uma menina, que se chamava Gretel.

Uma terrível seca devastara as suas colheitas

e, como mal tinham alimentos para passar o inverno,

decidiram abandonar os meninos na floresta.

 

 

E assim foi… Abandonados pelos pais, Hansel e Gretel embrenham-se na floresta e encontram uma casa com telhado de chocolate, paredes de maçapão e janelas de rebuçado. Enquanto desfrutam dos maravilhosos manjares, uma malvada bruxa observa-os e arrasta-os para o interior da casa…

 

Em várias versões desta história, uma das mais conhecidas dos irmãos Grimm, a situação inicial é composta por dois elementos: a pobreza da família e a crueldade da madrasta, o primeiro elemento servindo de pretexto ao segundo. Na sua primeira versão de 1812, os irmãos Grimm falavam da mãe mas, em versões posteriores como a de 1819, introduziram a personagem da madrasta, que não estava ligada aos filhos do marido por laços de sangue. Esta adaptação, baseada na primeira versão da história, fornece elementos originais, diferenciando-se de outras interpretações. A verdadeira causa do abandono, neste caso, é a extrema pobreza dos pais.

 

Tanto o texto como a imagem procuram transmitir a união da família. Não estamos perante uns pais desnaturados, pelo contrário, sentem pena e remorsos por se verem obrigados a tomar uma decisão drástica que acaba por ser errada.

 

Nesta história, aparecem também os conceitos de perdão e de generosidade. As crianças não guardam rancor aos seus progenitores e, no seu regresso, tudo volta à normalidade e partilham os tesouros não só com os pais mas também com todos os habitantes da região.

 

De certa forma, Hansel e Gretel são os auxiliadores, como aponta a ilustradora Iratxe López de Munáin: “Trata-se de uma viagem iniciática em que os dois irmãos se veem obrigados a enfrentar situações hostis que os fazem crescer, para se conseguirem transformar em salvadores da situação de miséria em que eles e a família vivem.”

 

Graças à astúcia de Hansel e aos conhecimentos que Gretel tem das propriedades das plantas, sem desmoralizar perante a adversidade, conseguem superar os problemas e acabar com a bruxa.

 

Nas ilustrações combina a técnica do guache, que confere planos de cor uniformes, com os lápis de cor, que oferecem massas de textura. Para além disso, utiliza uma paleta de cores concreta para recriar dois ambientes bem distintos: os azuis, cinzentos e amarelos para a floresta, e os roxos, avermelhados e rosas para a bruxa. O branco joga um papel importante, criando distintos planos dentro da mesma imagem, nos quais se desenrola a cena.

 

Assim, consegue representar dois mundos em que qualquer coisa pode acontecer, onde vivem seres de todo o tipo; alguns, escondidos na floresta, acompanham os protagonistas na sua viagem; outros, pelo contrário, observam tudo o que se passa em casa da bruxa.

 

Esta personagem foi precisamente a que mais chamou a atenção da ilustradora: “Queria que tivesse uma forte presença e que contrastasse com a aparência doce dos meninos.” Para além disso, acrescenta uma personagem: um cão preto, o seu alter ego que a acompanha nas suas emoções.

 

Iratxe López de Munáin é a vencedora do Prémio Europeu Cozinha de contos para a melhor proposta de ilustração de Hansel e Gretel, do concurso realizado no âmbito do projeto europeu: Cozinha de contos. Europa a la carte.

 

 

Este livro é o resultado do referido prémio e vem acompanhado por um CD de música gravado pela Orquestra Filarmónica Cidade de Pontevedra, que recolhe uma seleção instrumental de diversos fragmentos da ópera Hansel e Gretel. Esta ópera foi composta em 1891 e 1892 por Engelbert Humperdinck, com libreto da sua irmã Adelheide Wette, baseado no conto homónimo dos irmãos Grimm.

 

Texto de Tina Meroto

Ilustrações de Iratxe López de Munáin

Tradução do espanhol de Elisabete Ramos