Colecção Q

Se os gatos usassem botas, governavam as Rãs

Raquel Saiz & Rashin Kheiriyeh

ISBN 978-84-9871-340-4

15,50

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INFORMACIÓN
  • Páginas 48 págs.
  • Encuadernación cartonado
  • Medidas 22x28 cm
  • Publicación junho 2012

Eh! Eh! Mais devagar… O que aconteceria se todos os gatos usassem botas? Nem todos os gatos usam botas, nem todas as bruxas são malvadas, nem todos os príncipes se transformam em sapos. Isso são histórias! (Ou talvez não…)

 


Descrição

Eh! Eh! Mais devagar… O que aconteceria se todos os gatos usassem botas? Nem todos os gatos usam botas, nem todas as bruxas são malvadas, nem todos os príncipes se transformam em sapos. Isso são histórias! (Ou talvez não…)

 

Este é um livro sobre gatos condenados a calçar-se, viúvas amantes de moda, amantes dos animais, avalanchas de ratos, flautistas retirados, pedreiros ao serviço, estranhos aparelhos que sustêm a Lua, bruxas num dia mau, revoltas populares, reis, rainhas, princesas… que conta a incrível (mas verdadeira) história de como os sapos acabaram por mandar no mundo.

Raquel Saiz, autora de O dia em que a mamã ficou com cara de chaleira, é uma colaboradora habitual da OQO editora. Neste álbum reincide na rotura dos convencionalismos e dos estereótipos que os contos populares transmitiram de geração em geração, tal como fez em O traseiro do Rei, Que aguaceiro! ou Nariz de ouro.

Se os gatos usassem botas, governavam as Rãs é uma revisita ao conto popular europeu recompilado em 1697 por Charles Perrault no seu Contos da mamã ganso (Contes de ma mère l’Oye) e é, sobretudo, uma mistura de protagonistas de histórias clássicas infantis: os ratos e o flautista de Hamelin, bruxas, príncipes transformados em sapos, princesas dispostas a beijá-los (apesar do nojo) para quebrar infrutuosamente o feitiço.

“Esta não pretende ser uma história sobre o mundo, é uma história sobre as próprias histórias; porque as histórias têm as suas normas e é perigoso alterá-las”, adverte a autora.

Assim, apesar da irreverência destas múltiplas reinterpretações (O Flautista de Hamelin/ retirou-se para uma ilhota do Pacífico, depois de ganhar uma fortuna a atrair ricas herdeiras com a sua flauta), este álbum mantém intacta a paródia aguda da relação entre o povo e a aristocracia, que se arroga o poder de ditar as normas do gosto e da política.

Tal como em Sopa de Nada, Rashin Kheiriyeh capta perfeitamente o tom desenfadado e divertido da história. Assim, a ilustradora iraniana convence com a sua aposta colorida e representação original e arriscada das personagens dos contos clássicos.

A autora de Se os gatos usassem botas mandavam os sapos atreve-se a dar duas recomendações para abordarmos a leitura deste livro: “As histórias não são nenhuma brincadeira” e “qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”. (Ou talvez não…)

 

Texto de Raquel Saiz

Ilustrações de Rashin Kheiriyeh

Tradução do espanhol de Ângela Barroqueiro